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BULLYING ESCOLAR

PREÂMBULO

O bullying é uma forma de violência repetida, praticada de maneira intencional por uma pessoa ou grupo contra alguém que se encontra em situação de desvantagem ou vulnerabilidade, seja física, emocional ou psicológica. Trata-se de um abuso de poder, no qual a vítima se sente incapaz de se defender ou reagir, muitas vezes por medo, humilhação ou isolamento.

 

Esse tipo de violência pode assumir diversas formas, como apelidos ofensivos, humilhações, exclusão social, fofocas, ameaças, agressões físicas, discriminação e ataques verbais, frequentemente relacionados a gênero, raça, aparência ou orientação sexual. O que caracteriza o bullying não é um episódio isolado, mas a repetição das agressões ao longo do tempo e a assimetria de poder entre agressor e vítima.

 

O bullying ocorre em todas as escolas, públicas e privadas, e em diferentes níveis de ensino. Ele pode acontecer em vários espaços, mas é mais comum no pátio, nas salas de aula e nos corredores, inclusive em ambientes onde há supervisão de adultos. Estudos mostram que atitudes aparentemente banais — como a omissão diante de agressões ou até brincadeiras feitas por educadores — podem contribuir para a naturalização do problema.

 

Pesquisas indicam que meninos estão mais envolvidos em situações de bullying do que meninas, tanto como agressores quanto como vítimas. Em geral, meninos praticam mais o bullying direto, enquanto meninas tendem a recorrer ao bullying indireto, como exclusão e disseminação de boatos.

 

No Brasil, os dados recentes reforçam a gravidade do cenário. Segundo informações da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo, os registros de bullying nas escolas quase dobraram entre 2022 e 2024, passando de 4.739 para 9.270 casos. Esse crescimento expressivo, aliado ao aumento da sensação de insegurança nas comunidades escolares, demonstra que o bullying é um problema persistente, crescente e que exige atenção contínua, prevenção e atuação coordenada entre escola, famílias e sociedade.

 

Mais do que um conflito escolar, o bullying pode gerar danos profundos e duradouros na vida das vítimas, afetando sua saúde mental, autoestima, desempenho escolar e relações sociais, o que torna fundamental reconhecê-lo, enfrentá-lo e preveni-lo desde cedo.

ATUAÇÃO

Diante da complexidade e dos impactos profundos que o bullying pode gerar na vida de crianças e adolescentes, a Hands On Human Rights atua de forma estratégica, humanizada e multidisciplinar, reconhecendo o bullying como uma violação de direitos que exige respostas para além do ambiente escolar.

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A atuação da Hands On tem início com o diagnóstico qualificado do caso, considerando não apenas o episódio de violência em si, mas o contexto social, familiar, institucional e emocional da vítima. Esse olhar ampliado permite identificar situações de abuso de poder, omissão institucional, repetição das agressões e assimetria de forças, elementos centrais para a caracterização do bullying.

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A partir desse diagnóstico, a organização presta assistência jurídica, orientando vítimas e familiares sobre seus direitos, os deveres das instituições de ensino e os caminhos administrativos, educacionais e, quando necessário, judiciais para a proteção da criança ou do adolescente. Essa atuação busca garantir não apenas a responsabilização adequada, mas sobretudo a cessação da violência e a proteção integral da vítima.

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Paralelamente, a Hands On desenvolve ações de mediação, sensibilização e prevenção, dialogando com escolas, educadores e famílias para romper a naturalização do bullying e promover ambientes educacionais seguros, inclusivos e respeitosos. A organização compreende que a prevenção passa pela formação em direitos humanos, pelo fortalecimento de protocolos internos e pela construção de uma cultura escolar baseada na dignidade e no respeito às diferenças.

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Por fim, a Hands On realiza o monitoramento contínuo da situação das pessoas atendidas, acompanhando a evolução do caso, o cumprimento de medidas acordadas ou determinadas e os impactos na saúde emocional e social da vítima. Essa atuação contínua reflete o compromisso da organização em transformar realidades concretas, assegurando que crianças e adolescentes não apenas tenham seus direitos reconhecidos, mas efetivamente protegidos.

TRILHA METODOLÓGICA

1. Diagnóstico
2. Cocriação

3. Implementação
4. Monitoramento

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